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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Inscrições abertas para o IV Encontro de Educação Musical




Vídeo referente ao III Encontro de Educação Musical

Programação:

Data: 14/09/2011

08:00 - 09:00 

Credenciamento

O credenciamento dos participantes do IV Encontro de Educação Musical será feito no piso 1 do instituto de artes da Unicamp das 8h as 9h do dia 14/09, em frente ao auditório.Favor comparecer no horario marcado.

09:00h - 10:00h

Conferência - Conferência de abertura: "Pedagogias Musicais do século XXI: por uma nova práxis educativa"

Nome: Prof. Violeta Hemsy Gainza (Argentina)
Sinopse: A Relação entre teoria e prática no ensino musical; Breve resenha histórica à partir do século XX; Função da música na sociedade atual; Urgência de uma mudança profunda no modelo educativo; Acão, criatividade e consciência; O resgate da pedagogia musical; Novos papeis dos professores; Políticas educativas; Gestão cultural e gestão educativa; A rua e os conservatórios; Os processos de musicalização: um olhar integrador

10:00h - 12:30h

Mesa - Mesa I: “As diferentes possibilidades de atuação do educador musical nas escolas”.

Mediador: Adriana do Nascimento Araújo Mendes
Participantes: Violeta Hemsy de Gainza,
Maura Penna e
Silvia Regina Beraldo Penteado

Sinopse: : A mesa pretende discutir como a educação musical pode ser trabalhada de diferentes maneiras na escola, estabelecendo um diálogo entre a teoria e a prática e suscitando a reflexão sobre o papel da universidade no desenvolvimento das potencialidades dessas várias possibilidades. Além disso, pretende abordar também o papel do músico sem formação acadêmica, mas com ampla experiência profissional, na ampliação dessas potencialidades, efetivando uma ligação profícua entre universidade e sociedade.

14:30h - 16:00h

Conversa aberta com a Profa. Dra. Maura Penna (UFPB)

O Workshop tem como foco o trabalho criativo com a fala, a partir da exploração, improvisação e estruturação. A partir do trabalho com a fala
busca-se desenvolver a percepção de elementos rítmicos básicos (métrica); reconhecer e manejar criativamente es

16:00h - 16:30h

Coffee break

16:30h - 18:30h

Apresentação das comunicações Orais

18:30h - 19:00h

Apresentação do projeto de música nas escolas de período integral de Jundiaí

"PROJETO SONS E CENA"
É um projeto desenvolvido em quatro unidades escolares municipais de período integral, da cidade de Jundiaí.O projeto envolve aulas de teatro e música com professores profissionais na área.

Data: 15/09/2011

08:00h - 09:00h

Exposição de painéis

09:00h - 12:00h

Workshop com Profa. Violeta Hemsy Gainza (Argentina): "Ensino instrumental e musicalização ativa"

O aprendizado do instrumento através de uma prática participativa e consciente é o núcleo que permite integrar natural e progressivamente os aspectos básicos da formação musical: o conhecimento da linguagem musical, o ouvido, a técnica e a criatividade

14:00h - 17:00h

Grupos de Discussão (GD´s) OS GRUPOS SERÃO DEFINIDOS NO FIM DA MESA DO DIA 14/09

Temas propostos:
- Músico Pratico
- Ensino de instrumento coletivo
- Projetos nas escolas (extra curricular)
- Trabalho com coral nas escolas
- Lacunas na formação e expectativas do licenciando
- O licenciado na formação de professores

17:00h - 17:30h

Apresentação com alunos do colégio Progresso (campinas)

17:30h - 18h 

Coffee break

18h - 19:30h 

Apresentação das comunicações Orais

Data: 16/09/2011

08:00h - 09:00h

Exposição de painéis

09:00h - 11:00h

Mesa - Mesa II: “O papel da Educação musical nas pedagogias Waldorf e Freinet”.

Mediador: Adriana do Nascimento Araújo Mendes
Participantes: Marcelo Petraglia,
Ruth Jofilly e
Glória Cunha
Sinopse: A mesa pretende discutir o papel da música dentro das pedagogias Waldorf e Freinet, buscando entender como esse conteúdo específico é abordado a partir das especificidades de cada uma, procurando elucidar, ao mesmo tempo, como a educação musical pode contribuir para o sucesso dessas propostas.

11:00h - 12:00h

Fechamento dos GD´s

Apresentação dos trabalhos realizados nos GD´s

14:30h - 15:00h

Apresentação dos alunos do colégio Ave Maria (Campinas)

Tempo de Quem - é uma intervenção artística que traz como tema central a adolescência.
Direção artística: Jorge Cirilo e Lívia Nicolucci

15:00h - 18:30h

Oficina - Abordagens de preparo vocal para coros infantis e juvenis

Vagas: 22 --> Preenchidas: 8

Nome: Ângelo Rodrigues
Sinopse: A oficina pretende abordar características da voz infantil e do adolescente apontando estratégias de preparo vocal para grupos infantis e juvenis.

15:00h - 18:30h

Oficina - Musicando e brincando - Planejar é fundamental: fazer, apreciar e contextualizar.

Vagas: 21 --> Preenchidas: 5

Nome: Sílvia Regina Beraldo Penteado
Sinopse: A oficina propõe a elaboração do planejamento das aulas de música de 50´na escola regular de ensino com sugestões de organização das aulas de tal forma que não se transformem em meras oficinas de música desconectadas do mundo. Repertório, procedimentos e recursos didáticos e tecnológicos disponíveis para a educação infantil, propiciando também um espaço para a reflexão sobre a prática do professor.

15:00h - 18:30h

Oficina - Educação musical na Pedagogia Freinet

Vagas: 25 --> Preenchidas: 1

Nome: Glória Cunha e Ruth jofilly
Sinopse: A técnica pedagógica de Freinet é construída com base na experimentação e documentação, almejando uma prática educacional totalmente centrada na criança, atribuindo grande ênfase aos trabalhos (atividades) manuais, tendo em vista a formação de crianças ativas, que serão responsáveis por uma futura transformação social. A pedagogia defende ainda que é através das experiências que as crianças chegarão ao verdadeiro conhecimento. A oficina tem como objetivo demonstrar a educação musical na pedagogia Freinet. Propor ferramentas utilizadas nesta pedagogia para musicalização infantil.

15:00h - 18:30h

Oficina - O Braille e o aprendizado musical: Lendo partituras com as mãos

Vagas: 26 --> Preenchidas: 0

Nome: Fabiana Bonilha
Sinopse: Esta oficina tem por objetivo apresentar as principais características da escrita musical em Braille, e analisar as implicações do uso deste código no aprendizado musical. Durante a oficina, os participantes terão a oportunidade de vivenciar a utilização de alguns mecanismos básicos da musicografia Braille, de modo a se familiarizarem com a realidade dos alunos com deficiência visual. Além disso, os participantes serão levados a refletir sobre o significado da inclusão, no contexto da educação musical, uma vez que serão delineados suas principais metas e desafios.

15:00h - 18:30h

Oficina - Muzicalização como desenvolvimento do ser humano: a música na Pedagogia Waldorf

Vagas: 23 --> Preenchidas: 3

Nome: Tarita Souza
Sinopse: A educação musical não apenas como desenvolvimento de uma linguagem artística mas como elemento fundamental no desenvolvimento do ser humano. Essa é, em termos gerais, a proposta da música nas escolas Waldorf. Essa oficina pretende abordar o elemento musical no currículo Waldorf por meio de vivências músicais, relatos de sala de aula e uma breve exposição sobre antroposofia e pedagogia.

15:00h - 18:30h

Oficina - “A Tecnologia Digital aplicada na Educação Musical”

Vagas: 23 --> Preenchidas: 3

Nome: Jobert Gaigher
Sinopse: A promulgação da Lei nº 11.769/2008 surge como uma abertura para novas propostas pedagógicas interessadas em transformar os espaços escolares em aprendizagens musicais significativas para os alunos que estejam em sintonia com o universo de aprendizagens musicais não formais.
O crescimento da indústria tecnológica e o forte apelo motivacional destes mundos digitais trazem grande interesse por jogos, mídias e programas de fácil acesso para as crianças, jovens e adultos. Neste sentido, facilitar a aprendizagem musical através de ferramentas tecnológicas pode ser uma estratégia importante para o professor desenvolver e formar uma nova geração de pessoas abertas para as múltiplas formas de se envolver com música. O uso da tecnologia digital é uma realidade presente nas escolas de educação básica, podendo esta ser utilizada por educadores musicais para criar espaços de aprendizagens musicais e desenvolver ambientes educacionais que maximizam a motivação para aprender música e desenvolvam o potencial criativo.

16:30h - 17h (Iintervalo das oficinas) 

Coffee break

18:30h - 19:00h

Entrega dos certificados

19:00h - 20:00h

Encerramento no gramado do IA com o grupo Maracatucá


http://www.iar.unicamp.br/educacaomusical/

terça-feira, 3 de maio de 2011

Coleção Folha de Música Clássica




Os compositores mais famosos da história. Biografia e principais obras no link:
http://musicaclassica.folha.com.br/cds/

Superdotados na Música

                                                    *

Por Ana Maria N. Gorski Damaceno

Quem não fica admirado ao ver uma criança superdotada? Afinal, não é tão comum encontrarmos crianças com o Q. I. (quociente de inteligência igual ou maior que 140). Witty definiu os superdotados com crianças cuja atuação, num ramo potencialmente importante de atividades humanas, seja constantemente “notável”.
Conant considera como talentosos, do ponto de vista escolar, os alunos que se situam na faixa percentual correspondente aos 15 – 20 % superiores da população escolar secundaria.
A criatividade vem sendo considerada como um aspecto importante da superioridade intelectual.
Guilford define: “São superdotados os alunos cujo potencial intelectual está em nível superior, tanto no raciocínio produtivo como no critico, de modo que se possa imaginar que serão os futuros solucionadores de problemas, os inovadores e os críticos da cultura, se lhes forem proporcionadas experiências educacionais adequadas”.
Guilford e Merrifield resumiram 4 operações fundamentais no intelecto:


1- Conhecimento:“Descoberta, atenção, redescoberta ou reconhecimento de informação em várias formas, compreensão ou discernimento”.

2- Memória: “Qualquer forma de retenção de informação”.

3- Produção:“Produção Divergente (raciocínio dedutivo);Produção Convergente(raciocínio indutivo).

4- Critica ou Avaliação: os fatores dedutivos compreendem:

Fluência:o número das várias respostas produzidas.

Flexibilidade: a tendência para modificar a técnica ou estratégia.

Singularidade: a originalidade das respostas.

Elaboração: o acréscimo de detalhes para atingir um objetivo significativo

Os três fatores da produção indutiva agrupam-se em torno da capacidade de redefinição – transformação do conceito de um objeto ou idéia, de modo a usá-lo totalmente ou em parte, para satisfazer a determinadas condições.
Uma determinada porcentagem de crianças pode demonstrar desde cedo condições especiais para compreensão, execução e criação musical. Certas condições afloram em maior ou menor grau nos diversos tipos de indivíduos, por obra de um claro impulso interno e por ação de estímulos externos que atuam como desencadeantes.
O talento de uma determinada criança poderá também manifestar-se e florescer num ambiente menos apropriado e o talento do outro pode ter despertado pela influencia direta de um ambiente favorável para essa atividade.
Um bom professor e pais especialmente sensíveis às necessidades internas de seus filhos podem contribuir e favorecer naturalmente este despertar das atitudes artísticas. Mas é preciso reconhecer que tais atitudes ou dons podem surgir também como conseqüência de uma reação contra os pais e o ambiente geral.
É difícil, por outro lado, discernir em alguns casos, quando uma vocação é produto de uma verdadeira aptidão e facilidade que se possui para realizar algo, ou do esforço (força de vontade) que se põe a serviço da dita atividade. Assim observamos que um bom numero de artistas dignos e meritórios – interpretes e compositores – neste caso não demonstram possuir uma facilidade tão notável como a ostentam alguns aficionado.
Graças a inquietude do saber que impulsa certas crianças, e de seu árduo empenho até desmedido de suas atividades musicais, elas chegam ao domínio do instrumento e à compreensão musical em geral bem cedo.
A musicalidade se distingue qualitativa e quantitativamente na criança talentosa, da outra criança. Observemos que as crianças talentosas a nível de maturidade sensorial, sensitiva, intelectual, são superiores aos de sua idade. Manifestam um interesse mui notável e definido com tudo que tenha algo que ver com os sons. A criança musicalmente mais dotada de distingue por sua capacidade em manter a atenção durante períodos maiores entre os de sua idade, enquanto escuta concertos, gravações e dá detalhes do que ouviu. É capaz de recordar e entoar os temas mais destacados de ditas obras.
Se sua idade o permite, tentará descobrir aquelas melodias no piano ou no instrumento que lhe seja mais familiar e até colocará os acordes mais ou menos apropriados às mesmas.
Tem grande capacidade de improvisar, até sobre um tema recém conhecido. O ouvido muito apurado leva à preguiça de leitura musical.
É preciso dizer que no caso de verdadeiros talentos é mais freqüente a necessidade de integrar a atividade predileta dentro da totalidade cultural, artística e humana. Não é raro que os que tem talento musical também demonstrem disposições especiais para a poesia, a matemática e a ciências.
A capacidade de fazer comparações para memorização e aprender coisas mais complexas, relacionando-as com o que já sabe, é muito grande.
Também essas crianças têm desenvolvido os componentes essenciais do caráter e da personalidade: força de vontade, persistência, sensibilidade geral aguçada, intelecto, memória alem das capacidades musicais especificas como: ouvido musical, sentido rítmico, memória musical, audição interior, inteligência musical, alta criatividade, capacidade para distinguir mesclas de sons (harmonia, acordes) capacidade para discernir estruturas musicais (forma musical)etc.
Algumas dessas aptidões podem observar-se antes mesmo da criança ter recebido algum tipo de educação. Outro aspecto tem a ver com uma acentuada predileção por um instrumento musical em cuja execução manifesta uma habilidade e destreza manual excepcionais, através do mesmo logra expressar seu mundo sonoro interior, produto da própria imaginação criadora. Pode fazê-lo não só através de instrumento, mas fazê-lo também cantando, compondo e dirigindo música, o que precisa de uma grande sensibilidade e também de uma audição interior.

Convém aos pais e professores detectar desde cedo o verdadeiro talento musical para poder seguir sua evolução natural e ao mesmo tempo dar uma orientação adequada.
Entre as crianças que cantam é possível determinar vários indícios de musicalidade precoce:

Afinação

Capacidade para continuar uma melodia interrompida em qualquer tom.

Fazer transporte cantando

Facilidade para descobrir semelhanças no ritmo e na melodia de diversos temas e canções.

Poder de concentração e segurança necessária para não deixar-se influenciar por uma segunda voz que é percebida simultaneamente

Capacidade para captar certos detalhes mais ou menos sutis no caráter mudanças dinâmicas, timbrísticas dentro da música que escuta.

O que fazer com os prodígios da música?
Ao pressentir que a criança possa ser ou não superdotada é muito importante que seus responsáveis cuidem para que a mesma não fique pensando ser algo que ainda não é.
É bastante excepcional que entre 3 e 4 anos de idade, uma criança por mais dotada que seja, manifeste a necessidade de começar um estudo sistemático da música. O normal é que a criança satisfaça naturalmente suas inquietudes musicais, a expressão corporal e também mediante a atividade musical coletiva, em grupos onde de cantam canções de roda, se praticam movimentos rítmicos e se usam instrumentos de percussão.
Se começar no instrumento, que seja uma atividade ocasional, não sujeita a horários de nenhuma espécie, e se os pais tiverem condição de responder e ensinar os primeiros conhecimentos musicais – é o ideal.
Porque até os 8 anos a criança tem todo o direito de BRINCAR. Se ela quer brincar com musica, que parta dela esse interesse.
Às vezes á exploração pelos pais e pela sociedade, das crianças prodígios. Não existe talento que justifique a perda e o sacrifício da INFÂNCIA.
É mais importante que pais e professores saibam conservar e cultivar, sem falsas premissas, o rico caudal musical que essas crianças possam oportunamente trazer consigo.
O primeiro contato com a música deve ser o mais amplo e o mais vivo possível. Deve-se evitar, porém, possíveis frustrações com a pressa em começar a educação instrumental de forma individual, particular. Mais adiante a criança terá oportunidade de aprender os delicados problemas teóricos e instrumentais, dedicando-se ao mesmo com total convicção e maturidade.



*Foto de Noah Gray-Cabey, biografia em http://pt.wikipedia.org/wiki/Noah_Gray-Cabey